Acabo de concluir uma leitura fantástica! Reflexão profunda sobre o universo que criamos: um mundo de coisas, não de pessoas. Leitura obrigatória para feministas, machões, e para os que se acham bem equilibrados e centrados também, ou seja, leitura obrigatória para todos! Vale a pena. Um convite a re+humanização de nós mesmos e a uma reflexão sincera sobre a missão e o sentido do ser mulher.

Não é o primeiro livro que leio sobre mulheres escrito por um homem. Esse é médico, um psiquiatra Suíço. (ao ler, imaginei um bom velhinho, super mega instruído porém doce e sensível). É estranho, mas acho difícil alguma de nós não se identificar. Como ele conseguiu expressar em palavras coisas tão profundas da realidade que experimentamos nos dias atuais e que sem dúvidas nos inquietam, nos agridem, nos confundem. Sentia e percebia porém ele verbalizou, problematizou, construiu o raciocínio e trouxe a reflexão e isso fez toda a diferença. Ainda estou mastigando.

O que posso dizer é que me ajudou a encontrar ou buscar ainda mais sentido. Me ajudou a esclarecer ainda mais o sentimento de liberdade que não quero perder: não eu não tenho que fazer nada que a sociedade me impõe, eu sou livre para encontrar o meu caminho, para descobrir e viver minha missão de vida como mulher, esposa, filha, arquiteta, compositora e, se Deus assim permitir em breve, mãe. Me ajudou a perceber que aquilo que nós temos de único e feminino, tem valor inestimável. Num mundo de objetividade, racionalismo, dominação pela força, dureza, rivalidade, chatice, conhecimentos e coisas, tendemos ao desequilíbrio total. Não é sustentável. O papel da mulher não é de mostrar que ela pode fazer o mesmo que os homens! Já provamos isso para nós mesmas, não há limites para nós. Mas podemos contribuir com algo mais. A valorização da pessoa, a visão de mulher, a intuição, a contemplação, o subjetivo, porque não um pouco dos sentimentos de que os homens tanto se escondem e temem, o diálogo, o prazer de servir e estar junto, a ternura, dentre tantos outros aspectos tomados com desprezo ou mesmo como fraqueza.

“Nossa civilização ocidental é regida por valores masculinos: objetividade, razão, poder, eficiência, rivalidade. O homem se interessa mais pelas coisas; a mulher pelas pessoas. Ele construiu um mundo das coisas, uma máquina perfeita, enquanto a pessoa sofre, é coisificada. Daí o contraste entre o notável processo científico e tecnológico e degradação da qualidade de vida, questão subjetiva e afetiva. A ‘Missão da Mulher’ – Paul Tournier – celebra a intuição feminina, em vez de menosprezá-la. Enfatiza a complementariedade entre homem e mulher como desejo e beleza do Criador.” (Tais Machado, psicóloga e secretária de capacitação da Aliança Bíblica Universitário do Brasil)

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